terça-feira, 31 de março de 2009

Paralelos

Engraçado o contrastantes equilíbrio.O estranho um estado de balanço pouco compreensível.

Na busca por um por um valor médio a dualidade prevalece.

Quando tudo esta parado pedimos por agitação,

Quando o barulho reina tudo que se pede é silencio

Se temos luz demais as trevas faz-se necessário.

Mas se o escuro prevalece suplica-se por um feixe de luz

Nesse mesmo paradigma para prevalecer aquela figura outra em algum momento precisa ter seu espaço...

sábado, 14 de março de 2009



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Na minha imensa ignorancia pensei que este poema fosse do Lirinha (Cordel do Fogo Encantado ) mas não, contudo graças a ele pude tomar ciência deste texto abordando o que sinceramente deveia ser tratado como um dos mais devatadores vírus da historia.


Os Três Mal-Amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

João Cabral de Melo Neto

terça-feira, 10 de março de 2009

DE VOLTA DE ONDE ELE NUNCA DEVIA TER SAIDO:

Pois bem, estamos em março, acabado o carnaval (festa onde todo mundo culpa o excesso de alcool e faz merda )é hora de finalmete começar o ano.
E com o novo ano , novas mudanças (será??), logo, usando disto como desculpa atenderei o pedido de meu amigo Quirino,e de quebra fazemos uma homenagem ao grande Martinho da Vila. Como o grande ja dizia:

Vamos renascer das cinzas
Plantar de novo o arvoredo
Bom calor nas mãos unidas
Na cabeça de um grande enredo.

De quebra farei uma analogia a que Barack Obama disse no dia de sua posse obviamente que ao dessa forma mas foi como soou pra mim.
"Levanta o cú da cadeira e faz algo da sua vida ela nao vai melhorar sozinha ."

Portanto senhores paremos de fingir, continuemos com nossas vidas se novidades acontecerem bom, senão, é a vida e você terá novamente a certeza que as coisas nao estão boas pra você.


Por hora é isso.

Ps : Se alguem nao tiver nada pra fazer e quiser comentar eu agradeço senão ta ok. Não vou parar com isso mesmo.